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Mudança no fluxo de capital: EUA estão deixando  de ser o ‘aspirador de recursos’ do mundo?

Sabe aquela história de que os Estados Unidos são o país que mais atrai dinheiro do mundo? 

Pois é, isso pode estar com os dias contados. 

Segundo Jota CEO e fundador  da Jota Investimentos, e Pedro Fernandes, CIO da Jota Investimentos Gestão, o dinheiro que antes ia todo para os EUA agora está mudando de rota. 

E isso pode ser uma boa notícia para países como o Brasil!

China e Europa estão "roubando" a cena

Jonathan explica que a era de ouro dos EUA pode estar chegando ao fim. 

A galera fala muito do pico do excepcionalismo americano. 

A diferença entre os EUA e o resto do mundo está diminuindo, e isso pode ser uma oportunidade para os países emergentes", diz ele.

Já Pedro Fernandes aponta que a China e a Europa estão ficando cada vez mais atraentes para os investidores. 

"Antes, os EUA eram tipo um aspirador de pó que sugava todo o dinheiro do mundo. 

Agora, eles estão devolvendo uma parte desse dinheiro para outros lugares", brinca.

E por que isso está acontecendo? 

Parte da culpa é do clima de incerteza que o ex-presidente Donald Trump criou, além da sensação de que a ordem mundial que a gente conhece está mudando. 

"A guerra na Ucrânia e as tretas com a China mostram que o jogo não é mais o mesmo", comenta Jonathan.

Alemanha na frente, e o Brasil?

A Alemanha é um dos países que mais estão se beneficiando dessa mudança. 

Pedro Fernandes conta que o governo alemão está investindo pesado em infraestrutura e defesa, o que tem atraído muita grana. 

"A bolsa de Frankfurt está bombando, e os fundos de investimento (ETFs) ligados à Europa estão ficando cada vez mais populares", explica.

Jonathan acredita que isso pode ser o início de uma nova era para os países emergentes. "Os ciclos desses mercados são longos. Desde 2010, a gente está numa fase ruim. 

Mas entre 2000 e 2010, foi a bolsa americana que ficou parada, enquanto países como o Brasil deram um show", lembra.

De 2010 pra cá, o setor de tecnologia dos EUA dominou tudo. 

Mas agora, segundo Jonathan, as coisas podem estar mudando. "Pode ser a vez dos emergentes brilharem de novo."

E o Brasil nessa bagunça?

Por aqui, o cenário pode ficar ainda mais interessante. 

Com a expectativa de que o Banco Central corte os juros (a famosa Selic) ainda este ano e a proximidade das eleições, o clima está favorável. "Os mercados globais estão uma montanha-russa, mas a tendência é que subam", diz Jonathan.

Resumindo: os EUA estão perdendo a força de "aspirador de dinheiro" do mundo, e isso pode abrir portas para o Brasil e outros países emergentes. China e Europa estão ganhando espaço, e a Alemanha é um exemplo disso. 

Enquanto isso, o Brasil pode surfar essa onda, especialmente com a queda dos juros e o clima eleitoral. Fique de olho, porque a coisa pode ficar interessante! 🚀